Renovação Carismática Católica (RCC)

Tome posse e ore com unção,...!

Você pode ser conduzido pelo Espírito Santo

“Força” é dynamos em grego, e dynamos gerou dínamo para nós, e também dinamite. Dínamo quer dizer gerador de energia, de força.

O Espírito Santo está em nós como um dínamo, e podemos recorrer a Ele para buscarmos energia, força e poder. Veja o que os dínamos fazem: por meio dele, os grandes guindastes levantam toneladas e mais toneladas de objetos.

Se os cristãos soubessem que o poder de Jesus está ao alcance deles, poderiam transformar, curar, libertar, livrar as pessoas do vício, transformar famílias, estruturas e sociedades.

Nós detemos a mais poderosa energia do mundo, o mais poderoso poder do mundo, mas não o usamos. Por isso, o Senhor quer que a renovação seja mais e mais transformada pelo Espírito Santo.

Recebemos o Espírito Santo no nosso batismo, mas precisamos ser mais e mais impregnados por Ele, para sairmos de nossos comodismos e sermos testemunhas do Senhor. É preciso levar ao mundo o maravilhoso poder de Deus, o poder mais impressionante que a Terra já viu, o poder de Jesus posto à disposição dos cristãos e da Igreja.Você quer ou não ser transformado pelo Espírito Santo? Não sei o grau de sua aridez e de suas dificuldades espirituais, só sei que chegou a hora: o Senhor quer que você mergulhe na graça da efusão do Espírito Santo, antes da Festa de Pentecostes.

Vamos pedir ao Senhor: "Jesus, quero receber a efusão do Espírito Santo. Como diz a Palavra: ‘Sereis batizados'. Quero ver-me banhado no Teu Espírito, possuído até as últimas fibras do meu ser, pelo Espírito Santo de Deus. Vem, Espírito!

Sim, Jesus, dá-me Teu Espírito. Plenifica-me, Senhor. Derrama sobre mim o Teu Consolador. Concede-me a graça, jesus. Peço que emane de mim rios de água viva e realize-se em mim a promessa: ‘Vós sereis batizados no Espírito Santo'. Realiza em mim a Palavra, Senhor Jesus: ‘Do seu interior correrão rios de água viva'. Realiza a Palavra: ‘Descerá sobre vós o Espírito Santo. Recebereis força, poder e sereis minhas testemunhas até os confins da terra'". Amém.

Convido você, que já reza desta maneira, ou talvez você que nunca rezou, a orar em línguas para selar essa graça. Deus abençoe!

A água viva do Espírito Santo

Por que motivo o Senhor dá o nome de "água" à graça do Espírito Santo?
A água que eu lhe der se tornará nele fonte de água viva, que jorra para a vida eterna (Jo 4,14). Água diferente, esta que vive e jorra; mas jorra apenas sobre os que são dignos dela.
Por que motivo o Senhor dá o nome de "água" à graça do Espírito Santo? Certamente porque tudo tem necessidade de água; ela sustenta as ervas e os animais. A água das chuvas cai dos céus; e embora caia sempre do mesmo modo e na mesma forma, produz efeitos muito variados. De fato, o efeito que produz na palmeira não é o mesmo que produz na videira; e assim em todas as coisas, apesar de sua natureza ser sempre a mesma e não poder ser diferente de si própria. Na verdade, a chuva não se modifica a si mesma em qualquer das suas manifestações. Contudo, ao cair sobre a terra, acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.
Com o Espírito Santo acontece o mesmo. Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz. E assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, ao receber do Espírito Santo o dom do arrependimento, produz frutos de justiça. O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser; mas, por vontade de Deus e pelos méritos de Cristo, produz efeitos diversos.
Serve-se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria; ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia. A este dá o poder de expulsar os demônios; àquele concede o dom de interpretar as Sagradas Escrituras. A uns fortalece na temperança, a outros ensina a misericórdia; a estes inspira a prática do jejum e como suportar as austeridades da vida ascética; e àqueles o domínio das tendências carnais; a outros ainda prepara para o martírio. Enfim, manifesta-se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a si mesmo, como está escrito: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum(ICor 12,5).
Branda e suave é a sua aproximação; benigna e agradá¬vel é a sua presença; levíssimo é o seu jugo! A sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu¬minar a alma de quem o recebe, e, depois, por meio desse, a alma dos outros.
Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe nos olhos a sua luz, começando a enxergar claramente coisas que até então não via. Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava.
Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo (Séc. IV) 

 

CONHECENDO
 
A Renovação Carismática Católica (RCC) surgiu no momento em que se começava a procurar caminhos para pôr em prática uma renovação eclesial desejada pelo Concílio Vaticano II.

Conscientes de que a força da comunidade cristã primitiva estivera na vinda do Espírito Santo em Pentecostes e reconhecendo que havia um certo vazio - falta de dinamismo e debilidade espiritual em suas orações e atividades, ainda que não pudessem especificar o porquê - no outono de 1966, um grupo de pessoas, membros de faculdades da Universidade de Duquesne do Espírito Santo começaram a orar para que esse Divino Espírito manifestasse neles Sua presença cheia de poder, em favor de sua própria vida espiritual e do trabalho apostólico.

Desta forma, os professores de Pittsburgh (EUA) clamavam em oração que o Espírito Santo lhes concedesse uma renovação e que o vazio que seus esforços humanos haviam deixado fosse plenificado com a vida poderosa do Senhor ressuscitado.

A partir de 1967, houve uma explosão de manifestações de Deus na vida de muitos grupos que insistentemente pediam a renovação no Espírito Santo. A história da Igreja Católica nos mostra que esse fato está ligado a outros acontecimentos que propiciaram o surgimento da RCC.

Já em fins do século XIX, o papa Leão XIII escreveu uma Encíclica sobre a Pessoa do Espírito Santo, incomodado que ficou com a insistência da religiosa Helena Guerra que lhe escrevia falando da pouca atenção que a Igreja dava à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Além de se preocupar em fazer a doutrina do Espírito Santo Paráclito mais popular, escreveu também uma ladainha para Ele e, no fim do século XIX, esse mesmo Pontífice celebra uma Missa consagrando o século XIX à Pessoa do Espírito Santo.

Nesse século, o Papa João XXIII manifestou o desejo de que o Concílio Vaticano II fosse guiado por Ele [Espírito Santo]. E, ao convocar o Concílio, o Sumo Pontifíce rezava pedindo um novo Pentecostes para toda a Igreja. O Concílio, então, dá fundamentação para que mais adiante a RCC surgisse.

RCC no Brasil

No começo dos anos 70, alguns sarcedotes jesuítas - entre eles padre Eduardo Dougherty, padre Haroldo Rahm e padre Sales - começaram a realizar retiros chamados de Experiência do Espírito Santo que se espalharam por todo o Brasil.

Realizavam grupos de oração, reuniões de planejamento e, à medida que isso acontecia, a RCC se expandia, surgindo, então, instâncias de coordenação, a princípio em Campinas, depois Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Portanto, foi a partir da Casa de Retiros de Campinas que a Renovação teve seu começo em nosso país.

A Renovação foi se organizando nas paróquias, dioceses e nos Estados, através das equipes de serviço que se formavam com as pessoas comprometidas mais diretamente, tendo todo o seu trabalho orientado por uma Comissão Nacional. Depois de algum tempo, formou-se também o Conselho Nacional que é composto pelos coordenadores estaduais.

Atualmente, esse movimento eclesial está presente, de maneira organizada e realizando um trabalho pastoral, em 268 dioceses do Brasil, chegando a evangelizar perto de 60 mil grupos de oração.

DISCURSO

Papa Francisco fala aos participantes do

37ª Convocação Nacional da Renovação Carismática Católica
Domingo, 1º de junho de 2014

Queridos irmãos e irmãs !

Eu os agradeço pela acolhida. Certamente alguém falou para os organizadores que eu gosto muito dessa música, "Vive Jesus, o Senhor". Quando eu celebrava na catedral de Buenos Aires a Missa com a Renovação Carismática, após a consagração, e depois de alguns segundos de adoração em línguas, cantávamos esta canção com tanta alegria e com força, como vocês cantaram hoje. Obrigado! Senti-me em casa!

Agradeço a Renovação no Espírito, o I'CCRS e a Fraternidade Católica, por este encontro com vocês, que me dá tanta alegria. Agradeço também a presença dos primeiros que tiveram uma forte experiência do poder do Espírito Santo, creio que a Paty esteja aqui... Vocês, Renovação Carismática, receberam um grande presente do Senhor. Vocês nasceram de um desejo do Espírito Santo como "uma corrente de graça" na Igreja e para a Igreja. É isto que os define: "uma corrente de graça".

O primeiro dom do Espírito Santo, qual é? O dom de si mesmo, que é amor e te faz apaixonar-se por Jesus. E este amor muda a vida. Por esta razão, se diz "nascer de novo para a vida no Espírito". Como Jesus disse a Nicodemos. Vocês receberam o grande dom da diversidade dos carismas, a diversidade que leva à harmonia do Espírito Santo, ao serviço da Igreja.

Quando penso em vocês carismáticos, me vem a mesma imagem da Igreja, mas de um modo particular: penso em uma grande orquestra, na qual, cada instrumento é diferente do outro, e também as vozes são diferentes, mas todos são necessários para a harmonia da música. São Paulo nos diz, no capítulo 12 da Primeira Carta aos Coríntios.

Portanto, como é uma orquestra, ninguém na Renovação pode pensar em ser mais importante ou maior que o outro, por favor ! Porque, quando alguém de vocês pensa que é mais importante que o outro, maior que o outro, começa a peste! Ninguém pode dizer: "Eu sou o chefe". Vocês, como toda a Igreja, tem um só chefe, um só Senhor: o Senhor Jesus. Repitam comigo: Quem é o chefe da Renovação? O Senhor Jesus! Quem é o chefe da Renovação? (Os participantes repetem) O Senhor Jesus! E podemos dizer isso com a potência que nos dá o Espírito Santo, porque ninguém pode dizer: "Jesus é o Senhor", sem o Espírito Santo.

Como vocês devem saber - porque as notícias correm - nos primeiros anos da Renovação Carismática, em Buenos Aires, eu não amava muito esses carismáticos. E eu dizia a eles: "Parecem uma escola de samba!". Eu não partilhava da maneira deles rezarem e tantas coisas novas que estavam acontecendo na Igreja. Depois disso, eu comecei a conhecê-los e eu finalmente entendi o bem que a Renovação Carismática faz a Igreja. E essa história, que vai desde "escola de samba" para a frente, termina de uma forma especial: alguns meses antes de participar no Conclave, fui nomeado pela Conferência Episcopal, o assistente espiritual da Renovação Carismática na Argentina.

A Renovação Carismática é uma grande força no serviço do Evangelho, na alegria do Espírito Santo. Você receberam o Espírito Santo que os fez descobrir o amor de Deus por todos os seus filhos e o amor pela Palavra.

Nos primeiros tempos diziam que vocês carismáticos estavam sempre com uma Bíblia, o Novo Testamento ... Vocês ainda fazem isso? [A multidão] Sim! Eu não tenho tanta certeza! Se não, voltem a este primeiro amor, sempre levar no bolso, na bolsa, a Palavra de Deus! E ler um trecho. Sempre com a Palavra de Deus.

Vocês, o povo de Deus, o povo da Renovação Carismática, tenham cuidado para não perder a liberdade que o Espírito Santo vos deu!

O perigo para a Renovação, como costuma dizer sempre, o nosso querido padre Raniero Cantalamessa, é a organização excessiva: o perigo de organização excessiva.

Sim, vocês precisam de organização, mas não percam a graça de deixar Deus ser Deus! "No entanto, não há maior liberdade do que deixar-se guiar pelo Espírito, renunciando a calcular e controlar tudo, e permitir que Ele nos ilumine, nos guie, nos oriente, nos impulsione para onde Ele quer. Ele sabe o que é necessário em todas as épocas e em todos os momentos. Isso significa ser misteriosamente fecundo!" (Exortação Evangelii Gaudium, 280).

Um outro perigo é o de tornarem-se "controladores" da graça de Deus. Muitas vezes, os responsáveis (eu gosto mais do nome de "servos") de algum grupo ou algumas comunidades tornam-se, talvez inconscientemente, os administradores da graça, decidindo quem pode receber o oração da efusão no Espírito e quem não pode. Se alguém faz assim, por favor, não façam mais isso, não faça mais isso! Vocês são dispensadores da graça de Deus, e não controladores! Não imponham uma alfândega ao Espírito Santo!

Nos Documentos de Malines, vocês têm um guia, um percurso seguro para não errar o caminho. O primeiro documento é: Orientação teológica e pastoral (1). O segundo é: Renovação Carismática e Ecumenismo, escrito pelo Cardeal Suenes, grande protagonista do Concílio Vaticano II. O terceiro é: Renovação Carismática e serviço ao homem, escrito pelo Cardeal Suenes e por Dom Helder Câmara.

Este é o percurso de vocês: evangelização, ecumenismo espiritual, cuidado com os pobres e necessitados e acolhida dos marginalizados. E tudo isso tendo como base a adoração! O fundamento da Renovação é adorar a Deus!

Me pediram para dizer o que o Papa espera da Renovação.

A primeira coisa é a conversão ao amor de Jesus que muda a vida e faz do cristão uma testemunha do Amor de Deus. A Igreja espera esse testemunho de vida cristã e o Espírito nos ajuda a viver a coerência do Evangelho para a nossa santidade.

Espero de vocês que partilhem com todos, na Igreja, a graça do Batismo no Espírito Santo (expressão que se lê nos Atos dos Apóstolos).

Espero de vocês uma evangelização com a Palavra de Deus que anuncia que Jesus é vivo e ama a todos os homens.

Que vocês deem um testemunho de ecumenismo espiritual com todos os irmãos e irmãs de outras Igrejas e comunidades cristãs que creem em Jesus como Senhor e Salvador.

Que vocês permaneçam unidos no amor que o Senhor Jesus pede a nós e a todos os homens, na oração ao Espírito Santo para chegar a esta unidade, que é necessária para a evangelização, em nome de Jesus. Lembrem-se que a "Renovação Carismática é por sua própria natureza ecumênica ... a Renovação Católica se alegra com aquilo que o Espírito Santo realiza em outras Igrejas" (1 Malines 5,3 ).

Aproximem-se dos pobres, dos necessitados, para tocar neles, nas feridas de Jesus. Aproximem-se, por favor! Procurem a unidade na Renovação, porque a unidade vem do Espírito Santo e nasce da unidade da Trindade. A divisão, vem de quem? Do demônio! A divisão vem do demônio. Fujam das lutas internas, por favor! Entre vocês, elas não devem existir!

Quero agradecer ao I'CCRS e a Fraternidade Católica, os dois organismos de Direito Pontifício do Pontifício Conselho para os Leigos, a serviço da Renovação mundial, empenhados em preparar a reunião mundial de padres e bispos, a ser realizada em junho do próximo ano. Eu sei que decidiram compartilhar também o mesmo escritório e trabalhar em conjunto, como um sinal de unidade e para gerenciar melhor os seus recursos. Estou muito satisfeito. Eu também quero agradecer-lhes, porque já estão organizando o Grande Jubileu do 2017.

Irmãos e irmãs, recordem: adorar a Deus, o Senhor! Este é o fundamento! Adorar a Deus. Busquem a santidade na nova vida do Espírito Santo. Sejam dispensadores da graça de Deus. Evitem o perigo da excessiva organização.

Saiam pelas ruas para evangelizar, anunciando o Evangelho. Recordem que a Igreja nasceu "em saída", naquela manhã de Pentecostes. Aproximem-se dos pobres e toquem neles, nas feridas de Jesus. Deixai-vos guiar pelo Espírito Santo, com liberdade; e por favor, não engaiolem o Espírito Santo! Com liberdade!

Busquem a unidade da Renovação, unidade que vem da Trindade!

E espero todos vocês, carismáticos de todo o mundo, para celebrar, junto com o Papa, o vosso grande jubileu, em Pentecostes de 2017, na Praça São Pedro! Obrigado!

Nosso Momento

Aqui em São Camilo de Léllis, celebre Pentecostes conosco toda terça feira às 19:00hs; conheça nosso Grupo de Oração, (Grupo de Oração São João Paulo II).