Notícias

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Amar

A Eucaristia

A Igreja sempre destacou a presença real do Senhor no Santíssimo Sacramento e por vários séculos incentivou o amor a este grande milagre de Deus.

A seguir, 8 conselhos dos santos sobre a Eucaristia:

1. Santo Tomás de Aquino
"A Eucaristia produz uma transformação progressiva no cristão. É o Sol das famílias e das Comunidades".

2. Santo Agostinho
"Senhor, você alegra minha mente de alegria espiritual. Como é glorioso teu cálice que ultrapassa todos os prazeres provados anteriormente".

3. São Francisco de Assis
"Quando não posso participar da Santa Missa, adoro o Corpo de Cristo com os olhos do espírito através da oração, o qual adoro quando vejo na Missa".

4. Santo Afonso Maria de Ligório
"Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do divino sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolo na hora da morte e durante a eternidade. E seremos mais recompensados por 15 minutos de adoração na presença de Jesus Sacramentado do que em todos outros exercícios espirituais realizados durante nosso dia".

5. São Francisco de Sales
"A oração, unida a esse sacrifício divino da Missa, tem uma força inexplicável; de modo que através deste sacrifício a alma fica cheia de favores celestiais como apoiada sobre seu Amado".

6. Santa Maria Goretti
"A Santa Eucaristia é a perfeita expressão do amor de Jesus Cristo pelo homem, é a essência de todos os mistérios da sua vida".

7. São Luís Maria Grignion de Montfort
"Antes da Comunhão... suplica a esta bondosa Mãe para que empreste seu coração para receber nele o seu Filho com suas mesmas disposições".

8. Santa Teresa D'Ávila
"Depois de receberem o Senhor, sua pessoa real está diante de nós, procurem fechar os olhos do corpo e abrir os da alma e olhá-lo com o coração".

 

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Preparação para a Festa do Natal de Jesus

Advento

O Tempo do Advento é um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.
Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

A cada domingo acende-se uma das velas da Coroa do Advento, que representam as várias etapas da salvação. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz. Meditando a chegada de Cristo, que veio no Natal e que vai voltar no final da História, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração para o encontro com o Senhor. Para isso, nada melhor que uma boa Confissão, bem feita. É uma oportunidade de meditarmos em nossa fé; nossa opção religiosa por Jesus Cristo; nosso amor e compromisso com a Santa Igreja Católica - instituída por Ele para levar a salvação a todos os homens de todos os tempos. Este Menino veio nos trazer o Reino de Paz, Verdade, Justiça, Liberdade, Amor e Santidade.

O Tempo do Advento deve ser marcado pela conversão de vida - algo fundamental para todo cristão. É um processo de vital importância no relacionamento do homem com Deus. Deus - ensinam os Profetas - não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva. Jesus quer o mesmo: "Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10). Por isso Ele chamou os pecadores à conversão: "Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus" (Mt 4,17); "convertei-vos e crede no Evangelho" ( Mc 1,15).

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Bíblia

Palavra alimento


Setembro, o mês da Bíblia

"Quão saborosas são para mim vossas palavras, mais doces que o mel à minha boca" (Sl 118, 103).

"Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho" (Sl 118, 105).


A Igreja no Brasil dedica todo o Mês de Setembro a Bíblia. Sem dúvida é uma iniciativa muito salutar. A motivação provém do fato da Igreja celebrar no dia 30 de setembro a memória do grande santo e doutor da Igreja, São Jerônimo, que a pedido do Papa Dâmaso (366-384) preparou uma excelente tradução da Bíblia em latim, a partir do hebraico e do grego; a chamada Vulgata. Foi um trabalho gigantesco que demandou cerca de 35 anos nas grutas de Belém, onde ele realizava esse ofício, vivendo uma austera vida de oração e penitência. São Jerônimo dizia que quem não conhece os Evangelhos não conhece Jesus.

São Jerônimo (347-420), chamado de "Doutor Bíblico", nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma; é o mais erudito dos Padres da Igreja latina; sabia o grego, latim e hebraico. Viveu alguns anos na Palestina como eremita. Em 379, foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino de Antioquia; foi ouvinte de São Gregório Nazianzeno e amigo de São Gregório de Nissa. De 382 a 385 foi secretário do Papa São Dâmaso. Pregava o ideal de santidade entre as mulheres da nobreza romana (Marcela, Paula e Eustochium) e combatia os maus costumes do clero. Na figura de São Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor a Igreja e à Sé de Pedro.

Conhecer a Palavra de Deus é fundamental para todo cristão. A Carta aos hebreus diz que "a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4,12).

Jesus conhecia profundamente a Bíblia e a citava. Isso é o suficiente para que todos nós façamos o mesmo. Na tentação do deserto ele venceu o demônio lançando em seu rosto, por três vezes, a santa Palavra. Quando o tentador pediu que Ele transformasse as pedras em pães, para provar Sua filiação divina, Jesus lhe disse: "O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor" (Dt 8,3c).

Quando o tentador exigiu que Ele se jogasse do alto do templo, Jesus respondeu: "Não tentarás o Senhor; vosso Deus" (Dt 6,16a). E quando Satanás tentou fazer com que Ele o adorasse, ouviu mais uma vez a Palavra de Deus: "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás" (Dt 6,13).

O demônio não tem força diante da Palavra de Deus lançada em seu rosto; por isso, cada um de nós precisa conhecer o poder dela. Jesus morreu rezando todo o Salmo 21: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Sl 21,2).


É preciso ler e estudar a Bíblia regularmente, todos os dias; aquecer a alma com um trecho dela; e saber usá-la nos momentos de dor, dúvida, angústia, medo, etc. Abra a Palavra, deixe Deus falar a seu coração. E fale com Deus; é a maneira mais fácil de rezar.

O Espírito Santo nos ensina essa verdade, pela boca do profeta Isaías; cuja boca tornou "semelhante a uma espada afiada" (Is 49,2):

"Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não voltam sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado a minha vontade e cumprido a sua missão" (Is 55,10).

A palavra de Deus é transformadora, santificante. São Paulo explica isso a seu jovem discípulo Timóteo, com toda convicção:

"Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para persuadir, para corrigir e formar na justiça" (2Tm 3,16).

Ela é, portanto um instrumento indispensável para a nossa santificação. Não conseguiremos ter "os mesmos sentimentos de Cristo" (Fil 2,5) sem ouvir, ler, meditar, estudar e conhecer a sua santa palavra. São Jerônimo, dizia que "quem não conhece o Evangelho não conhece Jesus Cristo".

Jesus nos ensina que "a Escritura não pode ser desprezada" (Jo 10,34). São Paulo recomendava a Timóteo": "aplica-te à leitura da Palavra" (1Tm 4,13). Ela não é palavra humana, mas "palavra de Deus...! Que age eficazmente em vós" (1Ts 2,13).

Jesus é a própria Palavra de Deus, o Verbo de Deus que se fez carne (Jo 1,1s). No livro do Apocalipse São João viu o Filho do homem..." e de sua boca saia uma espada afiada, de dois gumes" (Ap 1,16). É o símbolo tradicional da irresistível penetração da palavra de Deus.

São Pedro diz que renascemos pela força dessa palavra.

"Pois haveis renascidos, não duma semente corruptível, mas pela Palavra de Deus, semente incorruptível, viva e eterna", (1 Pd 1,23) e, como disse o profeta Isaías: "a palavra do Senhor permanece eternamente" (Is 11,6-8).

Quando avisaram a Jesus que a Sua mãe e os seus irmãos queriam vê-lo, o Senhor disse: "Minha mãe e meus irmãos são estes que ouvem a palavra de Deus e a observam" (Lc 8,21). "Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!" (Lc 11,28).

Pela boca do profeta Amós, o Espírito Santo disse: "Eis que vem os dias... em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas fome e sede de ouvir a palavra do Senhor" (Am 8,11). Graças a Deus esses dias chegaram!

Quando Jesus explicava as Escrituras para os discípulos de Emaús, eles sentiam "que se lhes abrasava os corações" (Lc 24,32). Todos os santos, sem exceção, mergulharam fundo as suas vidas nas santas Escrituras e deixaram-se guiar pelos ensinamento da Igreja.

São Pedro disse: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus" (2 Pd 1,20-21).

É preciso estudar a Bíblia, fazer um curso bíblico, porque nem sempre sua leitura é fácil de ser compreendida. Ela não é um livro de ciência, mas, sim, de fé. Utilizando os mais diversos gêneros literários, ela narra acontecimentos da vida de um povo guiado por Deus, desde quatro mil anos atrás, atravessando os mais variados contextos sociais, políticos, econômicos, etc. Por isso, a Palavra de Deus não pode sempre ser tomada ao "pé da letra", ou seja, literalmente, embora muitas vezes o deva ser. "Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica" (2 Cor 3,6c).

É por isso, que Jesus confiou sua interpretação a Igreja Católica, que a faz através do Sagrado Magistério, dirigido pela cátedra de Pedro (o Papa), e da Sagrada Tradição Apostólica, que constitui o acervo sagrado de todo o passado da Igreja e de tudo quanto o Espírito Santo lhe revelou no passado e continua fazendo no presente. (cf. Jo 14, 15.25; 16,12-13). A Igreja não erra na interpretação da Bíblia, e isso é dogma de fé. Jesus mesmo lhe garantiu isto: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade" (Jo 16,13a).

A Bíblia interpretada erroneamente pode levar a perdição; é o que diz São Pedro quando fala sobre as Cartas de São Paulo: "É o que ele faz em todas as suas cartas... Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras" (2Pd 3,16s).

E a Igreja não despreza a ciência; muito pelo contrário, a valoriza tremendamente para iluminar a fé. Em Jerusalém, por exemplo, está a Escola Bíblica que se dedica a estudar exegese, hermenêutica, línguas antigas, geologia, história antiga, paleontologia, arqueologia, e tantas outras ciências, a fim de que cada palavra, cada versículo e cada texto da Bíblia para interpretar corretamente a Revelação de Deus.


Estude a Bíblia todos os dias!!!

 



 

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14/07 – São Camilo de Léllis

São Camilo de Léllis, servia a Cristo na pessoa do doente

Os caminhos de Deus são infinitos. Camilo de Léllis (nascido em Bucchiànico de Chieti) impôs-se à veneração do mundo inteiro também por causa de um pequeno tumor que teimava a reaparecer, obrigando-o a ficar periodicamente no hospital de São Tiago em Roma. Seu pai, marquês, homem de armas, deixou ao filho Camilo a herança de sua coragem e da sua espada. O jovem, tendo ido a Roma para tratar-se do seu incômodo no pé, internou-se em são Tiago, pagando a diária com o trabalho de servente. Mas o vício do jogo fê-lo perder literalmente a camisa, além do minguado dinheiro adquirido como soldado de aventura. Pondo-se depois a serviço dos capuchinhos, enquanto cavalgava para o convento entre duas cestas de provisões, sobre a estrada de são João Rotondo e Manfredônia, como são Paulo na estrada de Damasco, foi fulminado pela graça. Decidido a mudar de vida, pediu para entrar no convento franciscano, mas a úlcera no pé impediu de fazer parte da família de são Francisco. Voltou a Roma para tratar-se do obstinado incômodo, e desta vez se dedicou ao serviço dos enfermos com outro espírito. Ficou como ajudante voluntário. Assíduo aos leitos dos doentes mais repugnantes, dizia-lhes com tom de segurança: "Mandem em mim, porque vocês são meus patrões". O domingo e as poucas horas de liberdade passava-os ao lado de São Filipe Néri, cuja influência foi determinante para a obra que estava para empreender. Havia apenas acabado o Ano Santo de 1575, durante o qual os poucos hospitais romanos tinham se mostrado de todo insuficientes para enfrentar o número de peregrinos necessitados de assistência. Camilo de Léllis fundou então a Congregação dos Ministros, isto é, servidores dos enfermos, porque a função principal dos membros da nova congregação era a de dedicar-se ao cuidado espiritual e à assistência corporal dos doentes. Dois anos após Camilo foi ordenado sacerdote. Durante vinte anos dirigiu com firmeza quase militar os seus religiosos. Nenhum compromisso podia tirar São Camilo do leito dos enfermos: "Tenham paciência - dizia a quem o chamava alhures - estou ocupado com Nosso Senhor Jesus Cristo." Sete anos antes da morte, que foi em Roma a 14 de julho de 1614, Camilo de Léllis renunciou ao cargo de superior geral. Seu corpo é venerado em Madalena em Roma. Foi inscrito no álbum dos santos em 1746 e declarado em 1886 patrono dos enfermos e dos hospitais, junto com João de Deus.

São Camilo partiu para o céu em 1614.

São Camilo de Léllis, rogai por nós!

ORAÇÃO

Glorioso São Camilo, volvei um olhar de misericórdia sobre os que sofrem e sobre os que os assistem. Conceda aos doentes a aceitação cristã, confiança na bondade e no poder de DEUS. Dai aos que cuida dos doentes a dedicação generosa e cheia de amor. Ajudai-me a entender o mistério do sofrimento, como meio de redenção e caminho para a eternidade. Vossa proteção conforte os doentes e familiares, e os encoraje na vivência do amor. Abençoai os que se dedicam aos enfermos, e que NOSSO SENHOR conceda a paz e esperança a todos. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São Camilo rogai por nós!

 

 

 
 
 

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São Paulo

São Paulo (05 d.C. - 67 d.C.)

São Paulo (ou Saulo) nasceu em Tarso na Cilícia (Ásia menor), de família israelita, muito fiel à doutrina e à tradição judaica; seu pai comprou a cidadania romana. Foi contemporâneo de César Augusto (†14 d.C.) e Tibério (14-37). Sabia o grego, hebraico e latim.
Aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (At 22,3; 26,4;5,34), e foi formado na arte rabínica de interpretar as Escrituras, e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, seleiro e fabricante de tendas.

Por volta do ano 33 ou 34, aos 28 anos, era severo perseguidor dos cristãos; aprovou o martírio de Santo Estevão; se converteu quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi batizado por Ananias. Em seguida, permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia (33-36), por três anos.

No ano 36 ou 37, se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gal 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) expulso de Jerusalém. (Calígula 37-41)

Ali ficou cerca de cinco anos, até o ano 42. Nesta época, Barnabé, seu primo (segundo, certa tradição), que era discípulo em Antioquia, importante comunidade cristã fundada por São Pedro, o levou para lá.

Em 44, Paulo e Barnabé são encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém.

Primeira Viagem Missionária (At 13,1-15-35)

Dos anos 45 a 48, por inspiração do Espírito Santo, São Paulo, São Barnabé e São Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3). Parte para Chipre, cidades de Salamina e Pafos, depois Perga da Panfília (onde Marcos os deixa), Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe (na atual Turquia). Voltam a Antioquia e depois vão a Jerusalém.
Em 49 - São Paulo com os Apóstolos - Concílio de Jerusalém

Segunda viagem missionária (49 52) (At 15,36-18, 22)

Paulo, acompanhado por Silvano, passa por Derbe, Listra (onde se lhes junta o jovem Timóteo), Icônio e Antioquia. Chegam à Galácia, Tróade (onde se juntam a Lucas), Neápolis, Filipos, Tessalônica, Bereia, Atenas e Corinto, onde permaneceram dois anos e conheceram o procônsul Galião, no ano 52 tendo depois voltado a Antioquia.

49-50 - Filipos

50-51 - Tessalônica e Bereia

51-52 - Atenas e Corinto - Escreveu Tessalonicenses I e II

Terceira Viagem missionária (53-58)

Paulo partiu de Antioquia com Tito, Timóteo, Gaio e Aristarco (At 19,29). Seguiram para Éfeso onde Paulo permaneceu durante três anos (At 18,23; 21,16), pregando na escola do reitor Tirano em Éfeso. De Éfeso seguem para Laodiceia, Colossos, Hierápolis, Trôade, Macedônia, Antioquia e depois para Jerusalém (At 20,3; 21,16).

No fim desta terceira viagem, logo que Paulo entra em Jerusalém, os judeus voltam ao ataque. Paulo é preso (At 21,27s), comparece diante do Sinédrio e para escapar da morte é transferido para Cesareia pelas autoridades romanas. Aqui compareceu diante do procurador Félix e o rei Herodes Agripa.

Passados dois anos Paulo apelou para o imperador César (At 25,11). No outono do ano 60, acompanhado por Lucas, parte para Roma, preso e guardado por um centurião. Depois de terem naufragado em Malta, onde passaram o inverno, chegaram a Roma na Primavera do ano 61.

54-57 - Éfeso

54-55 - Carta aos Gálatas

56 - I Carta aos Coríntios

57 - Fuga de Éfeso - Carta II Coríntios

57-58 - Inverno em Corinto - Carta aos Romanos

58 - Última viagem a Jerusalém

58-60 - Cativeiro em Cesareia

60-61 - Viagem a Roma

61-63 - Primeiro cativeiro em Roma - Cartas a Filêmon, Efésios, Colosseses e Filipenses

63-66 - Viagens pelo Oriente, Espanha

66-67 - Cartas a Timóteo I e Tito

67 - Segundo cativeiro em Roma - Carta a Timóteo II - Martírio (Nero 54-68)

A ordem das cartas de São Paulo é esta:

51-52 - Atenas e Corinto - Escreveu Tessalonicenses I e II

54-55 - Carta aos Gálatas

56 - I Carta aos Coríntios

57 - II Coríntios

57-58 - em Corinto - Carta aos Romanos

61-63 - Primeiro cativeiro em Roma - Cartas a Filêmon, Efésios, Colossenses e Filipenses

66-67 - Cartas a Timóteo I e Tito

67 - Segundo cativeiro em Roma - Carta a Timóteo II

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Ascensão de Jesus

17 de maio 2015

Papa Francisco: Ascensão de Jesus

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Credo, encontramos a afirmação de que Jesus "subiu aos céus e está sentado à direita do Pai". A vida terrena de Jesus culmina no evento da Ascensão, quando, isso é, Ele passa deste mundo ao Pai e é elevado à sua direita. Qual é o significado deste acontecimento? Quais são as consequências para a nossa vida? O que significa contemplar Jesus sentado à direita do Pai? Sobre isto, deixemo-nos guiar pelo evangelista Lucas.
Partamos do momento no qual Jesus decide embarcar em sua última peregrinação a Jerusalém. São Lucas anota: "Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo, ele resolveu dirigir-se a Jerusalém" (Lc 9, 51). Enquanto "ascende" à Cidade santa, onde se cumprirá o seu "êxodo" desta vida, Jesus vê já a meta, o Céu, mas sabe bem que o caminho que o leva de volta à glória do Pai passa pela Cruz, pela obediência ao desígnio divino de amor pela humanidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma que "a elevação sobre a cruz significa e anuncia a elevação da ascensão ao céu" (n. 661). Também nós devemos ter claro, na nossa vida cristã, que o entrar na glória de Deus exige a fidelidade cotidiana à sua vontade, mesmo quando requer sacrifício, requer às vezes mudar os nossos programas. A Ascensão de Jesus acontece concretamente no Monte das Oliveiras, próximo ao lugar onde havia se retirado em oração antes da paixão para permanecer em profunda união com o Pai: mais uma vez vemos que a oração nos dá a graça de viver fiéis ao projeto de Deus.
Ao final do seu Evangelho, São Lucas narra o evento da Ascensão de modo muito sintético. Jesus conduz os discípulos "para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo. E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus" (24, 50-53); assim diz São Lucas. Gostaria de salientar dois elementos da história. Antes de tudo, durante a Ascensão Jesus cumpre o gesto sacerdotal da benção e seguramente os discípulos exprimem a sua fé com a prostração, ajoelham-se inclinando a cabeça. Este é um primeiro ponto importante: Jesus é o único e eterno Sacerdote que com a sua paixão atravessou a morte e o sepulcro e ressuscitou e ascendeu ao Céu; está junto de Deus Pai, onde intercede para sempre a nosso favor (cfr Eb 9,24). Como afirma São João na sua Primeira Carta, Ele é o nosso advogado: que belo ouvir isto! Quando alguém é chamado por um juiz ou pelo tribunal, a primeira coisa que faz é procurar um advogado para que o defenda. Nós temos um, que nos defende sempre, defende-nos das ciladas do diabo, defende-nos de nós mesmos, de nossos pecados! Caríssimos irmãos e irmãs, temos este advogado: não tenhamos medo de ir até Ele e pedir perdão, pedir a benção, pedir misericórdia! Ele nos perdoa sempre, é o nosso advogado: defende-nos sempre! Não se esqueçam disso! A Ascensão de Jesus ao Céu nos faz conhecer então esta realidade tão reconfortante para o nosso caminho: em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, a nossa humanidade foi levada junto a Deus; Ele nos abriu a passagem; Ele é como uma corda quando se escala uma montanha, que chegou ao topo e nos atrai para si conduzindo-nos a Deus. Se confiamos a Ele a nossa vida, se nos deixamos guiar por Ele, estamos certos de estar em mãos seguras, nas mãos do nosso salvador, do nosso advogado.
Um segundo elemento: São Lucas refere que os Apóstolos, depois de terem visto Jesus subir ao céu, retornaram a Jerusalém "com grande alegria". Isto nos parece um pouco estranho. Em geral, quando estamos separados dos nossos familiares, dos nossos amigos, para uma partida definitiva e sobretudo por causa da morte, há em nós uma tristeza natural, porque não veremos mais a face deles, não escutaremos mais a sua voz, não poderemos mais desfrutar do afeto deles, da presença deles. Em vez disso, o evangelista destaca a profunda alegria dos Apóstolos. Mas como? Propriamente porque, com o olhar da fé, esses compreendem que, embora removido de seus olhos, Jesus permanece para sempre com eles, não os abandona e, na glória do Pai, sustenta-lhes, guia-lhes e intercede por eles.
São Lucas narra o fato da Ascensão também no início dos Atos dos Apóstolos, para destacar que este acontecimento é como o anel que envolve e conecta a vida terrena de Jesus àquela da Igreja. Aqui São Lucas também menciona a nuvem que levou Jesus para fora da vista dos discípulos, os quais permanecem a contemplar o Cristo que ascende para Deus (cfr At 1,9-10). Intervêm então dois homens em vestes brancas que os convidam a não permanecer imóveis a olhar para o céu, mas a nutrir a vida deles e o testemunho deles com a certeza de que Jesus voltará do mesmo modo com o qual o viram subir ao céu (cfr At 1,10-11). É propriamente o convite para partir da contemplação do Senhorio de Cristo, para ter Dele a força de levar e testemunhar o Evangelho na vida de cada dia: contemplar e agir, reza e trabalha, ensina São Benedito, são ambos necessários na nossa vida de cristãos.
Queridos irmãos e irmãs, a Ascensão não indica a ausência de Jesus, mas nos diz que Ele está vivo em meio a nós de modo novo; não está mais em um lugar preciso no mundo como o era antes da Ascensão; agora está no senhorio de Deus, presente em cada espaço e tempo, próximo a cada um de nós. Na nossa vida não estamos nunca sozinhos: temos este advogado que nos espera, que nos defende. Não estamos nunca sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado nos guia; conosco há tantos irmãos e irmãs que no silêncio e na ocultação, em sua vida de família e de trabalho, em seus problemas e dificuldades, em suas alegrias e esperanças, vivem cotidianamente a fé e levam, juntos a nós, ao mundo o senhorio do amor de Deus, em Cristo Jesus ressuscitado, que subiu ao Céu, advogado para nós. Obrigado.

 

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Nossa Senhora de Fátima

Rogai por nós!

No dia 5 de maio de 1917, durante a primeira guerra mundial, o papa Bento XV convidou os católicos do mundo inteiro para se unirem em uma cruzada de orações para obter a paz com a intercessão de Nossa Senhora. Oito dias depois a Beatíssima Virgem dava aos homens a sua resposta, aparecendo a 13 de maio a três pastorinhos portugueses, Lúcia de 10 anos, Francisco de 9 e Jacinta de 7. A Senhora marcou com eles encontro naquele mesmo lugar, um lugar espaçoso e descampado denominado: Cova da Iria, para que todo dia 13 de cada mês viessem ali. Lúcia, a maiorzinha, recomendou aos priminhos para não contarem nada em casa. Mas Jacinta não soube guardar o segredo e no dia 13 de junho, os três pastorinhos não estavam mais sozinhos no encontro. No dia 13 de julho Lúcia hesitou em ir ao encontro porque os pais a haviam maltratado, mas depois se deixou convencer por Jacinta e foi precisamente durante a terceira aparição que Nossa Senhora prometeu um milagre para que o povo acreditasse na história das três crianças. A 13 de agosto os três videntes, fechados no cárcere, não puderam ir à Cova da Iria. A 13 de outubro, último encontro, setenta mil pessoas lotavam o lugar das aparições e foram testemunhas do milagre anunciado: o sol parecia mover-se medrosamente, como se estivesse para destacar-se do firmamento, crescendo entre as chamas multicores.
Nossa Senhora, em momentos sucessivos, ia aumentando os prodígios para persuadir da sua mensagem, para dar a sua resposta que empenha todos os cristãos: "Rezem o terço todos os dias; rezem muito e façam sacrifícios pelos pobres pecadores; são muitos os que vão para o inferno por não haver quem se preocupe em rezar e fazer sacrifícios por eles... A guerra logo vai acabar, mas se não pararem de ofender ao Senhor, não passará muito tempo para vir outra pior. Abandonem o pecado de suas próprias vidas e procurem eliminá-lo da vida dos outros, colaborando com a Redenção do Salvador." Ao constatar-se o fato da segunda guerra mundial os cristãos lembraram-se da mensagem de Fátima. Em 1946, na presença do cardeal legado, no meio de uma multidão de oitocentos mil pessoas, houve a coroação da estátua de Nossa Senhora de Fátima. Em 1951, Pio XII estabeleceu que o encerramento do Ano santo fosse celebrado no santuário de Fátima. A 13 de maio de 1967, pelo 50º aniversário das aparições de Nossa Senhora, o papa Paulo VI chegou a Fátima, onde o aguardava, juntamente com um milhão de peregrinos, que haviam passado a noite ao relento, Lúcia, a vidente Lúcia.
 
Santo Anjo da Guarda de Portugal - anjo da Paz, da Pátria e da Eucaristia

Anjo da Paz, da Pátria, da Eucaristia. As 3 aparições deste anjo em Portugal compuseram o ciclo angélico da mensagem de Fátima.
Na primavera de 1916, as 3 crianças estavam na Loca do Cabeço (Fátima) a pastorear, quando apareceu-lhes um jovem de mais ou menos 14 ou 15 anos, mais branco que a neve, dizendo: "Não temais, sou o Anjo da Paz, orai comigo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam". As crianças rezaram por três vezes, com o rosto ao chão. Depois ouviram do anjo:"Orai assim. Os corações de Jesus e de Maria, estão atentos à voz de vossas súplicas". Esta oração acompanhou os pastorinhos sempre.
A segunda aparição deu-se num dia de verão, no quintal da casa de Lúcia, no Poço do Arneiro. As crianças estavam brincando sobre o poço, quando o anjo apareceu-lhes dizendo: "Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria, tem sobre vós desígnios de misericórdia... eu sou o Anjo da sua guarda, o anjo de Portugal".
Na terceira aparição, outono do mesmo ano, novamente na Loca do Cabeço, as crianças rezavam a oração que aprenderam na primeira aparição, e o Anjo lhes apareceu com o cálice e uma hóstia. A hóstia a pingar gotas de sangue no cálice. Elas ajoelharam, e o anjo ensinou-lhes esta oração profundíssima que diz da essência da mensagem de Fátima: "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, adoro-vos profundamente. E ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores". Depois disso, o Anjo da Eucaristia, entregou a hóstia para Lúcia e o cálice entre Francisco e Jacinta e disse-lhes: "Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus."
Esta oração nos une com Maria, ao reparador Jesus Cristo, no mistério da Eucaristia para a glória da Santíssima Trindade.

Santo Anjo da Guarda de Portugal, rogai por nós!
 

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O que é tomar a cruz a cada dia?

Ser fiel a minha cruz,...!

De modo especial "a cruz de cada dia", aceita e assumida, "com galhardia", sem revolta, na fé, ainda que com muitas lágrimas - elas nunca deixam de existir - nos santifica.
Jesus mandou tomar a nossa cruz a cada dia e segui-lo (Lc 9,23). O que significa isso? Qual é a cruz de cada dia? São todos os sofrimentos que nos atingem a cada dia, e que devem ser enfrentados dia a dia. "O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu mal" (Mt 6,34). É uma cruz para cada dia. A sabedoria é viver um dia de cada vez.
Em primeiro lugar é preciso entender que se Jesus manda tomar a nossa cruz a cada dia, é então, porque isso é necessário e bom para nós, embora possa ser sofrido. Não é masoquismo. Por quê? Há várias razões.
Antes de tudo é preciso entender que não compreendemos o plano de Deus: "Os caminhos de Deus não são os dos homens", diz o Profeta (Is 55,8); a visão que Deus tem das criaturas e da história, é muito mais completa e perfeita do que a que nós temos. Para entender isto é preciso que não queiramos ser nós mesmos o padrão e o critério para avaliar o bem ou o mal. Isto é ter fé em Deus!
Não é porque alguém não vê o lado positivo de uma desgraça, que pode afirmar que este lado bom não existe. "Deus sabe do mal tirar o bem" (cf. Rom 8,28), diz Santo Agostinho, senão, não teria permitido a dor nos atingir. Ele preferiu isso a impedir o homem de ser livre e poder até errar. Sem a liberdade, até para errar, o homem não seria sua imagem.
Cristo assumiu a dor e a morte de cada homem até as últimas consequências. "Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por nós a fim de que nos tornássemos justiça de Deus por Ele" (2Cor 5,21). Por isso a Igreja reza: "Com a Sua morte destruiu a morte, e com a Sua ressurreição devolveu-nos a vida" (missa do Tempo Pascal).
O Senhor bebeu o cálice da dor até a última gota, para que todo o sofrimento da terra fosse resgatado, transformado e divinizado. Qualquer que seja a dor, ela é "parte da mesma dor do Senhor", pois Ele a assumiu na Sua santa paixão. É por isso que São Paulo afirma: "Completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo" (Cl 1,24). A partir da morte de Jesus, o sofrimento humano passou a ter sentido; agora ele não é simples consequência do pecado ou castigo da justiça divina; ele foi redimido e passou a ser "matéria prima da salvação"; foi como que "reciclado", divinizado, e por meio dele o homem pode voltar a Deus.
Quantos homens e mulheres neste mundo só encontraram Deus e uma vida equilibrada depois de uma doença, de uma perda grande, de uma falência!... Foram muitos: São Francisco de Assis, São Paulo, Santo Inácio de Loyola... e talvez você mesmo! O caminho que leva ao Reino dos Céus é estreito e apertado, em oposição ao caminho largo e espaçoso que conduz à perdição (cf. Mt 7,13s).
Negar a existência de Deus na hora da dor, é criar para si mesmo mais um problema, porque se perde a fé que dá coragem e a paz para enfrentar o sofrimento. Deus é o grande sustento para os que sofrem. São Paulo falava da "loucura da cruz para aqueles que se perdem, mas poder de Deus para aqueles que se salvam" (1 Cor 1,18). O poder invisível de Deus se manifesta no sofrimento. Cura a alma, salva o espírito, quebranta o orgulho, elimina a vaidade, abate a opulência, iguala os homens...
É no sofrimento que os homens mais se sentem irmãos, filhos do mesmo Pai. É na hora amarga da dor que se valorizam a fraternidade e a solidariedade. Veja, por exemplo, os momentos de tragédias, terremotos, etc. É nessa hora sagrada que os corações se unem, as mãos se apertam e o filho lembra-se do Pai.
Não fora o sofrimento angustiante daquele filho pródigo do Evangelho, jamais ele teria abandonado a vida devassa e voltado para a boa casa do Pai. Sim, o sofrimento é sagrado! É nele que encontramos a nós mesmos e encontramos os outros, sem máscaras, sem enfeites e sem enganos. Ele não foi criado por Deus, mas Cristo lhe deu um enorme sentido. Somente Cristo! Lembra o Concílio do Vaticano II: "Por Cristo e em Cristo se esclarece o enigma da dor e da morte" ( Gaudium et Spes nº 22).
Deus tinha certamente na sua onipotência, muitos caminhos para nos redimir e salvar depois do pecado original; mas, se escolheu o caminho do sofrimento, é porque, então, foi o melhor que encontrou. Mas o primeiro a sofrer, terrivelmente, foi o Seu Filho. Alguns perguntam: Onde estava Deus na hora daquela tragédia?... A resposta é essa: "Ele estava no mesmo lugar quando seu Filho era crucificado".
Mas Jesus não quis salvar o mundo sozinho. Ele formou um "Corpo Místico" Nele, que é a Igreja. Pelo batismo passamos a fazer parte deste Seu Corpo e assumimos com Ele tudo o que Ele faz. São Paulo diz na carta aos romanos que nos tornamos "filhos e herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados"(Rom 8,19). "Se morrermos com ele, com ele viveremos. Se soubermos perseverar, com ele reinaremos" (2 Tm 2, 11-12).
E o Apóstolo destaca o valor incomparável do sofrimento, depois que Cristo o assumiu: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rom 8,18). Aqui São Paulo deixa claro que o sofrimento assumido, sem lamentação e oferecido a Deus, é salvífico, divino, não só para nós, mas também para os membros do Corpo de Cristo. O sofrimento de um favorece a todos; assim como o pecado de um desfavorece a todos. Elizabeth Liseur dizia: "Uma alma que se levanta, levanta o mundo".
De modo especial "a cruz de cada dia", aceita e assumida, "com galhardia", sem revolta, na fé, ainda que com muitas lágrimas - elas nunca deixam de existir - nos santifica.
Deus em sua sabedoria e bondade infinitas, sabe aproveitar o próprio mal cometido pelas criaturas para daí tirar bens maiores. O povo já se acostumou a dizer que "Deus escreve reto por linhas tortas", e que "as pessoas se convertem pelo amor ou pela dor". Muitas coisas boas acontecem depois de uma doença grave, de um insucesso na vida... O sofrimento é uma escola para o ser humano. Ele nos ajuda a vencer o egoísmo e ser mais sensível aos sofrimentos do próximo. Os antigos gregos diziam: "pathos mathos" (sofrimento é ensinamento). O sofrimento nos educa.
Quando o fruto bom do sofrimento não ocorre é porque a criatura endureceu o coração para a graça de Deus; então se desespera na dor. Se fechar-se numa atitude de revolta, ela se torna impermeável à ação do Espírito Santo, e não consegue ver e desfrutar do lado bom do sofrimento.
Um belo exemplo do valor do sacrifício do cristão, unido ao de Cristo, foi dado, por exemplo, pelo Cardeal Frantisek Tomasek, de Praga. Numa entrevista concedida ao periódico italiano "II Sabato". Falando dos graves problemas que o regime comunista trazia para a Igreja na Tchecoslováquia (proibição de atividades pastorais, dificuldades para a nomeação de Bispos, prisões de sacerdotes e leigos...), antes da queda do Muro de Berlim, em 1989. O repórter então lhe perguntou: "Eminência, não está cansado de combater uma batalha sem êxito?"
Respondeu o Cardeal: "Tenho sempre esperança. Digo sempre uma coisa: quem trabalha pelo Reino de Deus, faz muito, quem reza, faz mais; quem sofre, faz tudo. Este tudo é exatamente o pouco que fazemos entre nós, na Tchecoslováquia". Alguns anos depois o comunismo desabafa na Tchecoslováquia...
O mundo precisa muito de almas reparadoras. Deus chama muitas pessoas dispostas a se imolarem pela salvação dos outros. No último parágrafo da Carta Apostólica sobre o sofrimento, o Papa João Paulo II, escreveu um apelo caloroso aos que sofrem:
"Pedimos a todos vós que sofreis, que nos ajudeis. Precisamente a vós, que sois fracos, pedimos que vos torneis uma fonte de força para a Igreja e para a humanidade. Na terrível luta entre as forças do bem e do mal, de que o nosso mundo contemporâneo nos oferece o espetáculo, que vença o vosso sofrimento em união com a Cruz de Cristo!" (Salvifici doloris, nº 31).

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A promessa do Espírito Santo

A promessa do Espírito Santo não é de hoje, mas não demorará em se cumprir!

"João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo." 

Por isso..."Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar..."
Assim, na obediência a esta palavra, os apóstolos e a comunidade dos discípulos que os acompanhava aguardaram em Jerusalém até o dia de pentecostes.
Não entendemos os tempos e os momentos que Deus reservou em sua autoridade para cada coisa acontecer em nossas vidas, sobretudo aquilo que está em Seus planos. Mas uma coisa é certa: se obedecermos e confiarmos, seremos felizes e encontraremos a vontade de Deus se realizando em nós conforme nos foi revelada. Assim aconteceu com os apóstolos e, da mesma forma acontece com todo aquele que espera em Deus.
Esta promessa do derramamento do Espírito Santo sobretudo é universal. Ela se estende a toda carne!
Peça você também: Vem Espírito santo! Feche agora seus olhos e clame a força do alto! Clame pelo Espírito Santo pois ele mudará toda a sua vida e sua história, curará seu coração, abrirá seus olhos para as coisas de Deus, passarás a compreender as escrituras, a entender os ensinamentos e orientações da igreja, será envolvido no Grande amor de Deus.

Leia o trecho em At 1, 1-5

Na Bíblia da CNBB página: 1342

Título: A promessa do Espírito Santo

Promessas
At 1, 5
"João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo."

Ordens
At 1, 4-5
"Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes esta ordem: Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar quando eu disse: João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo."

Qual a mensagem de Deus para mim hoje?
A promessa é para mim hoje. Preciso pedir o Espírito Santo sobre mim todos os dias! Sem ele não posso evangelizar, sem ele seu um Cristão sem vida, sem entusiasmo, só de nome.

Como posso por isso em prática?
Pedir todos os dias: Vem Espírito Santo! Agora mesmo pedir: Vem Espírito Santo!

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Silêncio

A importância do silêncio para a vida de oração

Uma vida de oração requer momentos profundos de silêncio

Vivemos em um mundo altamente agitado; acordamos de manhã com o movimento e o barulho em nossa casa e os sons externos da cidade anunciando que a movimentação de mais um dia já começou.
Vamos para o trabalho com os ouvidos sendo bombardeados por todo tipo de sons: alto-falantes, buzinas, motores dos veículos, gente falando alto, pessoas se comunicando nos celulares... Toda essa movimentação sonora é causa de estresse para o nosso psiquismo, mas também para a nossa espiritualidade.
Temos necessidade de nos silenciar, embora esta realidade esteja, a cada dia, mais distante de nós. Estamos imersos no barulho. Se até algum tempo atrás o barulho era sonoro, hoje ele é psicológico. Mesmo quando não estamos ouvindo os sons externos, nossa mente se ocupa com outros tantos afazeres que nossa consciência não consegue aquietar-se.
Em tempos de tecnologia, os computadores, tablets e celulares nos deixam silenciosos vocalmente, mas nossa mente está sempre inquieta e agitada. A todo o momento temos a necessidade de verificar nosso perfil na rede social ou responder alguma mensagem pelo ‘WhatsApp'. Vivemos imersos em um silêncio tumultuado de agitações e afazeres que requerem de nós respostas instantâneas.
Aos poucos, o silêncio foi perdendo a sua essência do não falar para ocupar outro lugar em nossa vida. Já não basta mais o som dos motores dos veículos cessarem, a buzina dos carros se calarem, o som ser desligado e nossa boca não pronunciar palavras; a mente encontra-se ocupada com outras linguagens que nos roubam o silêncio que perdeu a sua verdadeira natureza.
Uma vida de oração requer momentos profundos de silêncio, onde estejamos desligados de tudo o que nos rouba a quietude externa e interna para estarmos ligados e conectados com Deus.
O primeiro passo para a quietude interior é uma preparação prévia para o momento de oração, é nos desconectarmos de tudo aquilo que não é benéfico para o nosso recolhimento interior. Muitas vezes, teremos de travar uma verdadeira luta interior caso desejemos nos aprofundar nos caminhos da oração.
Não podemos nos comunicar verdadeiramente com uma outra pessoa se ela está falando conosco e nós estamos respondendo uma mensagem no celular ou atualizando nosso perfil na rede social. É evidente que, quando praticamos estes gestos que não são educados, estamos deixando claro para a outra pessoa que naquele momento o mais importante não é ela, mas sim o que eu estou fazendo.
Em nosso relacionamento com Deus precisamos estar plenamente presentes naquele momento, e para isso se faz necessário deixarmos de lado tudo o que possa atrapalhar nosso encontro.
Desligue seu computador ou seu tablet, silencie seu celular e coloque-os um pouco longe do seu alcance. Use uma música tranquila e calma para aquietar-se. Respire algumas vezes profundamente, retirando de seus pulmões todas as tensões que seu corpo foi acumulando ao longo do dia.
Aos poucos, vá se pacificando. Acalme as emoções, os medos, as raivas; deixe-se inundar pela paz que brota do coração de Deus.

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